terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pensando...

Muitas pessoas comentam suas fraquezas, o medo de tentar, dentre elas, é a que mais se destaca e a que mais me chama a atenção.
Mas medo de tentar o quê?
O desconhecido é tão pavoroso ao ponto de você nem ao menos achar que aquilo merece o mínimo de atenção? E depois, o sentimento de que algo deixou de ser feito dominar e causar arrependimento, como fica?

Há tantas queixas, tanto remorso, tanta culpa.
Inconstância, alguns dizem.
Mas que ela é apenas resultado da insegurança e do medo diante daquilo que se sente e é desconhecido. Alguns preferem dizer que são inconstantes em vez de dizer que são covardes o suficiente para tentar algo novo.
E o porquê dessa insegurança?
Justamente algo que sai da zona de conforto onde você não mais tem o controle da situação.

Bem,
O segredo é que não há segredo.
Apenas descomplicar, não hesitar.

Pra depois não ficar pensando...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

T-T-T-Try

Das coisas antigas quero lembrar
E as novas, saborear.
Temperos, cheiros,
Cabeças, ideias, visões e sensações.
E tudo aquilo que possa abranger.

Sabores, do acre ao doce
Dos lábios mais delicados aos mais sórdidos
Dos corpos mais libidinosos aos mais castos
Do amor mais puro ao mais selvagem

Porque é a isso que a vida se resume:
Vivência e experiência

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Realizar

E num clima de retrospectiva e introspecção propiciado pelos tradicionais programas de fim de ano nas televisões, rádios e mídias em geral, percebo que grande parte das pessoas acabam fazendo o mesmo com as suas vidas: uma retrospectiva do ano que se finda.
Uma coisa interessante que noto é que a maioria (esmagadora) para e pensa no que deixou de fazer, e não no que foi feito.
Seria cômico, se não fosse um pouco trágico, até.
Pessoas cômodas ao ponto de não se correr atrás do que ser quer; ou até mesmo se dar ao trabalho de sonhar. Viver uma vida medíocre, é o destino delas.

Mas até mesmo aqueles que lutam, esbravejam, choram, enfim, são idiotas (idiotas são os que amam de verdade) também revêem o seu ano. Mas a partir de uma ótica diferente: "o que foi que eu não quis fazer, foi aquilo que deixou de ser feito". Digamos que seja até reconfortante pensar dessa maneira. A sensação de "onipotência" é mágica.

Resta saber se queremos pensar no que deixou de ser feito ou lembrar das coisas que fizemos e nos orgulhamos.
Não aquele orgulho idiota que não nos permite fazer as coisas. Esse é mau (como diria minha filha Sofia).
E sim aquele orgulho que nos preenche, regozija e dá força pra seguir caminho e realizar.
E me realizar.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Piangendo

E hoje chorei.
Chorei as lágrimas que outrora não me vieram.
Chorei as tristezas que me acometeram
e as alegrias que me infundiram.

Talvez essa coisa de ser pai me deixou um pouco mais sensível.
Ou reler o livro de minha vida finalmente irrigou meus dutos lacrimais.

O fato é que chorei, chorei. E choraria de novo.
Sejam tristes, alegres, depressivos ou excitantes,
motivos para chorar nunca acabam.
Quem se acaba sou eu, lutando para não soltá-las.

E choro.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quem?

Pessoas vêm e vão, você conhece algumas, não reconhece os velhos amigos, faz alguns novos, entra em mentes diferentes. Quase todo o tempo.
Algumas delas ficam, outras, se vão.
Algumas delas você sente falta, outras, não.
Delas você pode pegar manias, jeitos, trejeitos.
Gestos, qualidades, defeitos.
Todas elas marcam de alguma maneira.

Na história da sua vida, a maioria das pessoas são apenas uma citação.
Algumas, acabam servindo de uma página.
E poucas, ou muito poucas, um capítulo.

Mas quem é que tem a audácia de ser o livro inteiro?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ricordare (como Platão já disse)

E no caminho de casa, o cheiro da rua me lembrava os dias em que pensava em ser astronauta ou médico. Ou ainda cultuava os super-herois de outrora.
Mas na verdade o que me inquietava era a saudade das coisas que nunca cheguei a fazer, dos momentos que nunca passei, do gosto das bocas que nunca provei.
Sublime a forma como a vida tem de dar lições: remorso por atitudes nunca tomadas, mudanças radicais de opinião, paixões duradouras e "amores" efêmeros. Amor desses que vêm e vão mas sempre te deixa marcas. Efêmeros em duração, mas nunca em intensidade. Amores esses que deixam saudades.

Lembro o jeito que me tocavas, tua boca macia me instigava como pequenos choques, fazendo o ar em nossa volta testemunha de nossa paixão.
Lembro as vezes em que ouvia as músicas que gostavas, para ver se um dia eu pudesse ser personagem de algum destes amores, heróis, vilões, amados e amantes.
Lembro como ficavas irritada com minhas infantilidades, umas propositais, outras não: fazia só para que tu me cuidasses, me aprumasses, me tornasse uma pessoa de verdade.
Lembro dos planos que fazíamos, um futuro incerto que não nos pertence, mas que cabia apenas a nós construí-lo e trabalhar para alcançá-lo.

Lembro.
Todo o resto é dúvida.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mas, afinal... ?


Me peguei a pensar no valor que damos às coisas quando "sentimos" algo.

Por exemplo, ninguém sabe o que é ser feliz se nunca foi triste.
Ou até mesmo sentir o calor nas horas de frio.
Satisfação, quando se tem fome.

Mas e quanto ao amor, realmente sabemos quando estamos amando?

Uns dizem que temos "borboletas" no estômago.
OUtros, que seria o contrário da indiferença, mas também o seria o ódio.
Gestos, palavras, batimentos acelerados, ansiedade, nervosismo?
Talvez seja proveniente de algum hormônio em excesso, nunca se sabe.

Mas amor verdadeiro, será que algum dia seremos capaz de identificá-lo?
Será que algum dia amamos alguém e não nos demos conta?
Aquelas pessoas que dizemos amar, estamos realmente convencendo-os? Ou convencendo a nós mesmos?
Pior, seremos algum dia capaz de largar orgulho, vaidade e todas as hesitações que nos refream e nos fazem sentir arrependimentos para, um dia, amar alguém de fato?
Por quê amar? E por quê não amar?

Isso é que é ser complicado.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ManifestAÇÃO

Que todo amor seja eterno, mas não enquanto dure; pois que é feito de momentos que nos marcam por toda a vida, sendo assim: eterno.
E que todo o beijo seja o início de uma união sublime, suave, sutil de duas almas consumadas pelo ardor de toda a paixão que há no mundo.
E o abraço, seja todo o tempo o calor que aquece a todos os que ama, e desama ao ponto de não conseguires olhá-los na face.
E que a saudade seja aquela velha companheira nas horas em que te sentes sozinho, pois que é o que sobra das vidas felizes que te cruzam.
E que o sexo seja a consumação de toda união, seja de amor, seja de luxúria, pois que tudo se confunde no turbilhão de endorfinas, dopaminas, cocaínas, cafeínas, meninas, meninos.

E que as pessoas sejam elas mesmas.
E busquem aquilo a que almejam.
E almejem aquilo a que sonham.
E que ajam,
Ajam bastante.
Para que não se pense que não foi feito o suficiente.

Aja.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pesar

Vem e toma todo o pensamento.

Dúvidas. Lembranças. Decisões.

Dificultam a concentração. Com exceção dos fracos e tolos, claro, que se acomodam e as deixam no canto, de lado, isolados, esperando que as respostas e mudanças caiam dos céus. Mal sabem que voltam, revigoradas e renovadas, prontas para tomar o sono e fazê-los fundir a cabeça e o juízo. Arrependimento? Talvez aconteça. De não ter dado a devida atenção antes, é provável. Mas será que nossos amigos tem noção de que isso os afeta mais do que pensam (ou não pensam)?

Isso lembra o pensamento de que o primitivo é mais saudável, ou que a “ignorância é indolor”, uma vez que não é preciso pensar, apenas agir, sem que se considere as consequências.

Maldita hora em que fomos evoluir, não é mesmo?

domingo, 26 de setembro de 2010

E Agora?

O que dizer sobre mudanças?
Sobre situações que te trazem um novo eu
cada dia, cada hora, cada desafio de tua vida?

É certo que não vais ser mais aquele
que ontem deitou-se sobre o leito
e imaginou que o amanhã será sempre do mesmo jeito
que planejaste, pensaste.

É atordoador, de fato.
A cada dia que amanheces, és um novo "eu"
que não serás mais no dia seguinte.
Mas te acostumas, caro.
A vida é feita de reviravoltas.
E tudo aquilo que fazes
retorna pra ti com outras faces,
outras máscaras, mas sempre com a mesma intenção.

Resta-nos agora contentar-se
De que aquilo que és, não será mais.
E o que serás, transforma-se em outra, ainda diferente.

A vida flui, amigo.
Sempre fluiu
E sempre fluirá